Depois de anos e anos ensaiando fiz, finalmente, minha matrícula para o curso de Yôga.
Sei que será mais um caminho difícil a percorrer. Tenho meu vício pelo cigarro, meu sedentarismo crônico e esta depressão difícil de superar. Mas a matrícula está feita e as aulas começam hoje!
Que Deus me abençôe e eu consiga me dedicar e me empenhar como devo para encontrar o que tanto busco.

Encontrei esta parábola inspiradora para um início de fé nesta nova filosofia de vida.
“Havia um velho que possuía um belíssimo cavalo branco. Grandes ofertas lhe foram feitas pelo animal, mas mesmo sendo muito pobre o velho se recusava a vendê-lo.Certa manhã, porem, ele verificou que o cavalo não estava no estábulo. Toda a vila se reuniu e disse:
- Seu velho tolo, nós já adivinhamos que algum dia o cavalo seria roubado. E você é tão pobre, como poderia proteger tal preciosidade? Teria sido melhor vendê-lo. Você teria conseguido qualquer preço que pedisse qualquer preço. Agora o cavalo se foi. É uma maldição um azar.
- Não vão tão longe, digam simplesmente que o cavalo não está no estábulo. Este é o fato. Todo o resto é julgamento. Se for um azar ou não, como podem saber? Como podem julgar? – perguntou o velho.
O povo contestou:
- Não tente nos fazer de bobos. Um tesouro foi perdido, é um azar.
Disse o velho:
- Eu me prendo ao fato de que o estábulo está vazio e que o cavalo se foi. Todo o resto eu não sei. Se for um azar ou uma benção, porque isso é apenas um fragmento. Quem é que sabe o que vem depois?
O povo riu. Eles sempre o acharam era um pouco doido, se não o fosse teria vendido o cavalo e vivido com fartura. Mas vivia como um lenhador, estava muito velho ainda cortando lenha, trazendo madeira da floresta para vender. Vivia da mão para a boca, na miséria e na pobreza. Agora, estava mesmo comprovando que era louco.
Depois de quinze dias, subitamente, uma noite o cavalo voltou. Não havia sido roubado; havia fugido para a floresta. E não só voltou como trouxe com ele uma dúzia de cavalos selvagens. Novamente o povo se reuniu e disse:
- Velho você estava certo e nós estávamos errados. Não foi um azar, mas uma bênção. Pedimos desculpa pela nossa insistência.
Respondeu o velho:
- Mas uma vez vocês estão indo longe demais.
Digam apenas que o cavalo voltou e digam que doze cavalos vieram com ele, mas não julguem. Quem é que sabe se isto é uma bênção ou não? É apenas um fragmento. A menos que saibam toda a história, como podem julgar? Vocês lêem uma página de um livro, como podem julgar o livro todo? Vocês lêem uma frase numa página, como podem julgar a página inteira? Vocês lêem uma única palavra em uma frase, como podem julgar a frase toda? A vida é tão vasta – um fragmento de uma palavra e vocês julgaram o todo! Não digam que isto é uma bênção, ninguém sabe.
Desta vez o povo não pôde falar muito. Talvez o homem estivesse certo outra vez. Por isso ficaram quietos, mas, no fundo, sabiam muito bem que era uma bênção. Doze cavalos lindos tinham vindo com o fugitivo. Com um pouco de adestramento, poderiam ser todos vendidos e renderiam muito dinheiro.
O velho tinha um filho jovem, um único filho. O jovem começou a adestrar os cavalos selvagens e quebrou as pernas. O povo reuniu-se de novo e julgou outra vez. O julgamento vem tão depressa! E disseram:
- Você estava certo novamente, provou estava certo. Não era uma bênção, era outra vez uma maldição. Seu único filho perdeu as pernas e, na sua velhice, ele era seu único apoio. Agora você está mais pobre do que nunca.
Disso o velho:
Vocês estão obcecados pelo julgamento. Não vão tão longe. Digam apenas que meu filho quebrou as pernas. Quem é que sabe se é uma maldição ou uma bênção? Ninguém sabe. Novamente um fragmento e nada mais lhes é dado. A vida vem em fragmentos e o julgamento é sobre o total.
Aconteceu que depois se algumas semanas o país entrou em guerra com um país vizinho e todos os jovens da vila foram forçados a se alistar no exército. Apenas o filho do velho foi dispensado porque estava aleijado. O povo reuniu-se, gritando e chorando, porque, de todas as casas, os jovens foram tirados á força. E não havia possibilidade deles voltarem, pois o país inimigo era um grande país e esta era uma luta perdida. Eles não voltariam.
Eles vieram até o velho e disseram:
- Você estava certo, velho! Deus sabe você estava certo. Isto provou ser uma bênção. Seu filho pode estar aleijado, mais ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre. Pelo menos o seu está vivo e com você, e aos poucos ele vai começar a andar. Talvez ainda fique um pouco manco, mas estará bem.
E disse o velho outra vez:
- È impossível falar com vocês, sempre e sempre, julgando. Ninguém sabe! Digam apenas isto: que seus filhos foram obrigados a entrar no exército, no serviço militar, e meu filho não, mas ninguém jamais será capaz de saber.
Só Deus sabe.”
“Independente da sua idade você já pode observar, olhando para trás, quanto desperdício de energia em ter julgado antecipadamente os fatos. Observar os fatos é o “B, A, BA” do sábio. É a meditação na ação. Você pode pensar no cerne desta parábola como um exercício de meditação. Há uma transformação poderosa de paradigma ao por em prática certas mudanças. A prática regular de yoga e meditação lhe dá uma base física, cerebral e emocional para “mudar”. ” – Blog do Yogue